sábado, dezembro 25, 2010

Jai Paul



Bom demais. Só uma canção deste calibre para me fazer voltar aqui. Isso e o comentário magnífico que alguém deixou no youtube:

"I saw this guy in the toilet the other day. He was standing next to me at the urinal. Get this. He wasn't pissing through a dick, not a cock, no, he was holding a orange and squeezing the juice from it into the urinal. No fucking shit. I shit you not. Seriously."

Feliz Natal para vocês e para as vossas famílias.

quinta-feira, outubro 28, 2010

pregar na era da técnica

É assustadora (ou devia ser) para qualquer ser humano a quantidade de vezes que, na televisão, sem qualquer tipo de pausa ou hesitação, economistas assumidamente reputados, normalmente professores nas melhores universidades deste país, começam as suas frases sobre o orçamento de Estado com as seguintes palavras:"agora falando num plano estritamente técnico".

Don't Walk Away

segunda-feira, outubro 11, 2010

Magadona

"Veja-se o Renato Teixeira, o cheerleader do 5 Dias, que eu pensava que tinha dezoito anos mas, afinal, já foi a Gaza. Como é que ele viajava para Gaza se não se alimentasse como um porco burguês? Estas merdas é que tornam isto tudo bonito e, crucialmente, inofensivo. Chega mesmo ao ponto de se envolver numa discussão com o Daniel Oliveira sobre viagens (nesta caixa de comentários): um que conhece Gaza, isto e aquilo, outro Iémen e aqueloutro; parece uma daquelas cenas da Manhatten do Woody Allen sobre quem é que foi a mais museus na Europa, só que aqui o que está a exposição é a miséria"

Gosto tanto disto. Eu voto neste gajo para o que ele quiser.

quarta-feira, julho 28, 2010

arroz de povo

Por via da minha cara-metade, deram entrada ontem lá em casa três livrinhos muito interessantes sobre o povo enquanto fenómeno socio-político. Fascinantes efectivamente, qualquer um dos três, não deixaram de me oferecer um sorriso. Não é todos os dias que um livro patrocinado pela fundação EDP conta, (creio que o terceiro livro, não sei bem) exclusivamente, com traduções de António Negri, Slavoj Zizek, Eric Hobsbawm, Giorgio Agamben, Michel Foucault, Alan Badiou, entre outros reconhecidos pensadores da esquerda moderna, pós-moderna, pós-socialista e não sei mais o quê. Deixo por isso aqui três vivas, uma por cada livro, à fundação EDP. E uma pergunta, claro: alguém sabe quais as posições dos autores acima referidos sobre coisas tão interessantes como o grande capital?

O José Neves e o co-editor (cujo nome infelizmente me escapa e não estou em casa) estão de parabéns. Sobre a exposição que deu origem aos livros, podem (usar o plural para me dirigir aos leitores é, no momento que este espaço atravessa, pretensioso por demais) ver mais aqui.

ps. Mais a sério, eu acho fascinante a postura completamente pró-académica adoptada por uma instituição privada como a fundação EDP. Não é todos os dias que uma empresa entrega dinheiro para propagar ideias de uns gajos que, se no poder, provavelmente nacionalizariam a empresa e converteriam todas as barragens em termas.

quarta-feira, julho 21, 2010

Bloodhound Gang

sexta-feira, junho 18, 2010

a propos da morte de José Saramago

Para um optimista antropológico, as caixas de comentários dos jornais são uma realidade difícil de digerir.

terça-feira, junho 08, 2010

cadernetas

Quando escrevemos algo assumimos, de forma implícita ou explícita, um leitor ou uma leitora. Quando escrevo numa revista académica assumo que estou a escrever para um público que percebe o que estou a escrever (o único artigo que publiquei chamava-se 'Qual Pós-Positivismo?'; é capaz de não ter sido entendido por todo o público leitor da revista em que o publiquei, mas sempre deve ter sido percebido por mais gente do que se tivesse sido publicado na Caras). Se escrevesse num jornal, assumiria que estava a escrever para um público literato e inteligente - a menos que escrevesse no 24 horas. Daí que este tipo de argumento, recorrente sempre que há uma manifestação à porta da embaixada de Israel, me faça imensa confusão. É verdade que existe uma maior atenção sobre o que faz Israel. Daí a chamar-lhe anti-semitismo é um passo de gigante, mas adiante. O que não faz sentido é exigir que esses mesmos que se manifestam à frente da Embaixada de Israel se vão manifestar para a porta de outras embaixadas. Melhor, quem nos diz que não o fazem noutro fórum que não uma agressão de um Estado. Um deles pode ter estado à porta de um qualquer Pingo Doce nem há duas semanas a manifestar-se contra a política de pescas da Jerónimo Martins.

O mesmo se aplica para pessoas como o Henrique Raposo que esteve a manifestar-se à porta da Assembleia da República contra uma suposta asfixia democrática promovida por José Sócrates. Eu também não me lembro de ver essa malta toda à porta do edifício do Governo Regional da Madeira, mas contra argumentar assim não me leva a lugar algum.

Este tipo de generalização exacerbada e de cariz panfletário dirige-se claramente a uma franja - e faz sentido para essa franja. Acredito que um gajo de extrema esquerda se enfureça a ler um texto como o que cito. Como um gajo de extrema direita se irritará sempre que um gajo de esquerda vem defender que os emigrantes fazem cá falta. Mas se é esse o público que esses autores imaginam a ler as suas crónicas, eu recomendo-os vivamente a escrever no Avante ou noutro qualquer meio de comunicação que veicule ideias radicais. Os outros, os do meio, (acho que não sou só eu) querem pontos de vista e argumentos inteligentes, não um catálogo de incoerências sobre o que fazem ou deixam de fazer aqueles que são abertamente parciais e, porque não?, obtusos.

sanidade em afrikaan diz-se loucura

Aparentemente, segundo reza a lenda contada hoje no jornal da noite da Sociedade Independente de Comunicação, o jovem Nani lesionou-se na clavícula durante um exercício de treino de remates acrobáticos à baliza. Exacto, um exercício de treino de remates acrobáticos à baliza. As parcas imagens desse treino mostravam um gajo a cruzar bolas para a linha de grande penalidade, latitude onde um jogador nacional deveria saltar e tentar acertar na bola da forma mais acrobática possível. De volta ao estúdio, Clara de Sousa pediu a Pedro Santana Lopes, antigo primeiro ministro de Portugal, uma opinião sobre o assunto.

segunda-feira, maio 17, 2010

Cavaco

Cavaco Silva está em campanha eleitoral e é um gajo com convicções pouco firmes. É a mensagem que passa da comunicação de hoje. Hoje é um dia importante, cuja importância só tenderá a ser maior com o passar do tempo. Por isso, o melhor que há a fazer é esquecer as palavras de Cavaco e festejar.

E que belo dia para receber o Gil Scott-Heron em Lisboa.