segunda-feira, maio 11, 2009

a feira

Reparem bem, caras leitoras, no que se passa entre nos dez primeiros segundos do primeiro minuto. É maravilhoso. Se fosse aceite em tribunal, aquilo ilibava qualquer acusação. Numa perspectiva mais política e social, parece-me que o impacte das manifestações do dia do trabalhador seria bastante maior se toda a gente se vestisse como os Jackson 5 e se fizessem o que o Michael Jackson faz nesses dez segundos ao longo de toda a Avenida Almirante Reis. Eu, como qualquer gajo que se preze, gosta de sindicatos (os economistas não gostam, porque, em grande medida, também não gostam de economia). Considero-os importantes para o bom funcionamento de qualquer país. Agora, a minha outra metade de pessoa com extremo bom gosto não pode deixar de ficar preocupado sempre que vê um qualquer sindicalista a bramar na televisão. O sindicalista tem que ser um gajo inteligente e flexível, com boa preparação. Não pode ser um aparatchik ou alguém ideologicamente cego. A péssima ideia que as pessoas têm dos sindicatos parte exactamente desse problema. Não admira portanto que confundam forma com substância, quando não viram outra forma que não a presente.

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