domingo, janeiro 31, 2010

fui de barco a madrid

quinta-feira, janeiro 28, 2010

2010 é o ano do amor



Eu danço mais ou menos assim quando não estou a ler.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

terça-feira, janeiro 19, 2010

sensibilidade e bom senso

Agora, na Sic-Notícias, em directo de Port-au-Prince, Luís Costa Ribas faz antropologia política no terreno. 'Os Haitianos são um pouco como a água' diz ele. Diz também que os Haitianos não se coibem de pedir aos jornalistas. Parece que isto é supreendente: aparentemente, em tragédias, as pessoas não pedem ao jornalistas. Eu compreendo-as. Mesmo no desespero é preciso ter alguma dignidade.

Costa Ribas diz também que se nota que os Haitianos são viciados em ajuda. Em vez de pegarem nos seus belos e nutridos corpinhos e irem trabalhar, sabe-se lá para onde, Costa Ribas acha que os Haitianos, ao pedir, reflectem aquilo a que a comunidade internacional os habituou. O Governo pede ao Mundo, o povo pede ao Governo. E pronto, apanham com um terramoto e lá vem o gene de lobbyista há em cada Haitiano cravar toda a gente que aparenta ter um pouco para lhes dar.

Como se não bastasse, tudo isto se passa num directo a partir do terreno. Nós contamos com o jornalista para nos informar. Estando ele no terreno, para que seja os nossos olhos e para que nos transmita o que vê e sente. Não lhe pedimos antropologia política, ainda por cima carregada de folk psychology.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

new michael lewis on the block


Tem tema para ser um bom texto, com fotos e tudo.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

...

A ler, com toda a atenção, este excelente texto do Sérgio Lavos no Arrastão. Em jeito de adenda ao que ali está escrito, ainda ontem, no jornal da uma, Bento Rodrigues falava com o enviado especial da SIC ao local. O enviado, um gordinho que costuma comentar futebol, aparece finalmente na imagem, com um hotel por trás e com uma legenda a dizer que estava na República Dominicana. Bento Rodrigues, depois de explicar que aquele era o primeiro enviado de uma televisão portuguesa a chegar à ilha (oportuno), diz: 'folgo em ver que estás bem'. O vôo Lisboa-Santo Domingo é sempre um tremendo perigo.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Afirma Pereira

Custa-me muito, imenso, compreender como é que o Sporting decidiu contratar o João Pereira. Eu esperava que, mais cedo ou mais tarde, o Sporting cometesse uma asneira deste tamanho. No entanto, confesso que uma golden share de mim achava que nunca seria sob o reinado de Bettencourt, our very own Chicago Boy. Contratar o João Pereira é, antes de mais, e como diz, cheio de razão, o António Figueira, um claro ataque ao valor simbólico de ser Sportinguista. O verdadeiro Sportinguista não se importa de perder, desde que ache que fez um bom trabalho. É um ser que lida mal com ganhar à trafulhice, em privado, naturalmente. Um benfiquista, em privado, acha que o benfica está no caminho certo depois de ter sido escandalosamente beneficiado numa partida. O sportinguista não liga demasiado àquilo e não considera o clube uma parte essencial da sua personalidade - não ser sportinguista não lhe causaria um défice identitário (como causaria a um benfiquista). Esta postura, distante e respeitosa, muito mais racional do que é normal na clubite, torna o sportinguista um ser que carrega uma perene dor na consciência. Com a presença de João Pereira no balneário, essa cruz torna-se insuportável. Mais ainda quando João Pereira, horas depois de ter assinado, diz que será do Sporting até à morte ladeado por ilustres membros da facção neo-nazi da Juve Leo. 'Ser do Sporting até à morte' é uma frase que não deixa nada por dizer. Nenhum Sportinguista é do Sporting até à morte, por reconhecer, exactamente, que o Sporting é um clube de futebol e outros desportos e que existem coisas muito mais importantes que isso. É bom conviver com o Sporting, mas ele não faz parte de quem somos. Nesse sentido está no lugar certo. Para mim, enquanto o João Pereira por lá andar, eu prefiro fingir que o Sporting não existe. Sem mágoa, continua tudo bem.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Ok. Antecipando qualquer crítica, eu concedo que a passagem anterior do Martin Amis está ao alcance do Roth. É uma boa passagem, que merece ser lida e relida com enorme prazer por uma pessoa que acha imensa piada ao cliché da suposta leviandade da traição sexual feminina, mas não constítui pedaço inesquecível de prosa. Todavia, tendo em conta que ainda só estou na página quinze do meu primeiro romance do Martin Amis, atentem bem a esta passagem absolutamente sublime:

"Fear walks tall on this planet. Fear walks big and fat and fine. Fear has really got the whammy on all of us down here. Oh it's true, man. Sister, don't kid yourself...One of these days I'm going to walk right up to fear. I'm going to walk right up. Someone's got to do it. I'm going to walk right up and say,
Okay, hard-on. No more of this. You've pushed us around for long enough. Here is someone who would not take it. It's over. Outside. Bullies, I'm told, are all cowards deep down. Fear is a bully, but something tells me that fear is no funker. Fear, I suspect, is really incredibly brave. Fear will lead me straight through the door, will prop me up in the alley among the crates and the empties, and show me who's the boss...I might loose a tooth or two, I suppose, or he could even break my arm - or fuck up my eye! Fear might get carried away, like I've seen them do, pure damage, with nothing mattering. Maybe I'd need a crew, or a tool, or an equalizer. Now I come to think about it, maybe I'd better let fear be. When it comes to fighting, I'm brave - or reckless or indifferent our just unjust. But fear really scares me. He's too good at fighting, and I'm just too frightened anyway."

Martin Amis (1984), Money, London: Vintge Books, p. 4.

Roth is dead, long live Martin Amis


"In my experience, the thing about girls is - you never know. No, you never do. Even if you actually catch them, redhanded - bent triple upside down in mid-air over the headboard, say, and brushing their teeth with your best friend's dick - you never know. She'll deny it, indignantly. She'll believe it, too. She'll hold the dick there, like a mike, and tell you that it isn't so."

Martin Amis (1984) Money, London: Vintage Books, p. 15.

Na terra de Saramago

No meu local de trabalho, entre os nomes das várias senhoras da limpeza, conta-se uma Umbelina, uma Vivelinda e uma Gurmesinda.